O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta terça-feira (29) que 90% das urnas eletrônicas já estão prontas para serem utilizadas nas eleições do próximo domingo (4). Segundo o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, a preparação dos equipamentos ocorre em meio a desafios logísticos e climáticos em diferentes regiões do país.
Durante a sessão de julgamentos realizada na noite de terça-feira, o ministro afirmou que a Justiça Eleitoral trabalha para garantir que as urnas cheguem às seções de votação dentro do prazo. A operação envolve o deslocamento dos equipamentos, a organização dos locais de votação e a adoção de medidas específicas para áreas afetadas por secas, chuvas intensas ou dificuldades de acesso.
Seca no Norte e chuvas no Rio Grande do Sul preocupam Justiça Eleitoral
Entre os principais pontos de atenção citados pelo presidente do TSE estão municípios da região Norte que enfrentam um período de seca. Em muitas dessas localidades, os rios são utilizados como vias de transporte para levar pessoas, materiais e equipamentos até comunidades mais distantes.
“A seca na região Norte nos preocupa, porque os rios são vias de acesso. Se eles secam, precisamos de ajuda das Forças Armadas para instalar as seções eleitorais”, afirmou Kassio Nunes Marques.
A declaração mostra que o planejamento eleitoral não se limita à preparação técnica das urnas. Em regiões de difícil acesso, a redução do nível dos rios pode alterar rotas e aumentar o tempo necessário para transportar os equipamentos. Nesses casos, o apoio das Forças Armadas pode ser utilizado para auxiliar na instalação das seções eleitorais e no deslocamento das equipes responsáveis pela votação.
No Rio Grande do Sul, por outro lado, a preocupação está relacionada às fortes chuvas. De acordo com o TSE, alguns locais de votação podem ser alterados caso as condições climáticas comprometam a segurança dos eleitores, dos mesários ou o acesso aos prédios originalmente escolhidos.
TSE cria sala de situação climática
Para acompanhar esses riscos, foi criada no TSE uma sala de situação climática. O espaço tem a função de monitorar ocorrências relacionadas ao tempo e apoiar os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na prevenção e na resposta a problemas durante os dias de votação.
O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira. Já os TREs atuam em cada estado e no Distrito Federal, organizando a eleição nos municípios, orientando as zonas eleitorais e coordenando a estrutura necessária para que os eleitores possam votar.
Na prática, o monitoramento climático pode ajudar a Justiça Eleitoral a decidir com mais rapidez sobre rotas de transporte, reforço logístico, mudança de endereço de uma seção ou outras medidas necessárias para manter a votação. Eventuais alterações nos locais de votação precisam ser comunicadas aos eleitores pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Mais de 158 milhões de eleitores devem votar
O primeiro turno será realizado no próximo domingo (4), com mais de 158 milhões de eleitores aptos a participar da escolha de representantes para diferentes cargos.
- Deputado federal;
- Deputado estadual ou distrital;
- Governador;
- Senador;
- Presidente da República.
A ordem de votação exige atenção do eleitor, já que são vários cargos em disputa. Antes de sair de casa, é recomendável confirmar o local de votação e levar um documento oficial com foto. A Justiça Eleitoral também orienta que o eleitor memorize ou leve os números dos candidatos, respeitando as regras para o uso de aparelhos eletrônicos na cabine.
Quando haverá segundo turno
O segundo turno está marcado para o dia 25 e poderá ocorrer nas disputas para presidente da República e governador. A nova votação será necessária quando nenhum candidato alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.
Para esse cálculo, não são considerados os votos brancos e nulos. São contabilizados apenas os votos válidos atribuídos aos candidatos. Caso um concorrente ultrapasse a metade dos votos válidos em determinada disputa, será eleito no primeiro turno, sem necessidade de nova votação.
Com a aproximação da eleição, a preparação das urnas entra na etapa final. Embora o TSE tenha informado que 90% dos equipamentos já estão prontos, a logística seguirá sendo acompanhada até o dia da votação, especialmente em áreas onde as condições climáticas podem dificultar o acesso às seções.