Oito candidatos concorrem ao governo do Paraná nas eleições de 2026, que terão o primeiro turno em 4 de outubro. Segundo os dados eleitorais divulgados, 8.609.026 eleitores estão aptos a votar no estado. A disputa pelo Palácio Iguaçu ocorrerá no mesmo dia das eleições para presidente da República, governador, senador e deputados federal e estadual.
O segundo turno está previsto para 25 de outubro e poderá ser realizado na corrida pelo governo estadual e pela Presidência. Essa nova votação só acontece quando nenhum candidato alcança mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. Na apuração, votos brancos e nulos não entram no cálculo dos votos válidos.
Quem são os candidatos ao governo do Paraná
A relação está organizada em ordem alfabética, considerando o nome que aparecerá na urna eletrônica. Os candidatos são:
- Adriano Funileiro — Adriano Teixeira, do PCO;
- Doutor Alexandre Salomão — Alexandre Salomão, do Mobiliza;
- Luiz França — Luiz Felipe Martins França, do Missão;
- Requião Filho — Mauricio Thadeu de Mello e Silva, do PDT;
- Samuel de Mattos — Samuel de Mattos Figueiredo, do PSTU.
Também estão na disputa Sandro Alex, do PSD; Sergio Moro, do PL; e Tayná Miessa, da UP. Os nomes completos informados no registro eleitoral são, respectivamente, Sandro Alex Cruz de Oliveira, Sergio Fernando Moro e Tayná Miessa Tsushida.
Como será a votação no Paraná
No primeiro turno, o eleitor paranaense receberá uma sequência de escolhas para diferentes cargos. Serão votados um deputado estadual, um deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República. Para os cargos de governador e presidente, a votação inclui também o vice da chapa.
A eleição para o Senado tem uma particularidade: cada candidatura é formada por um titular e dois suplentes. Isso significa que o eleitor não escolhe apenas o nome principal, mas vota em uma chapa completa. Já nas disputas proporcionais, como deputado estadual e deputado federal, o resultado depende da votação dos candidatos e dos partidos ou federações, conforme as regras eleitorais.
O que define a ida ao segundo turno
O segundo turno não é automático. Para evitar uma nova votação, um candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais da metade dos votos destinados efetivamente aos concorrentes. Como brancos e nulos são excluídos dessa conta, eles não ajudam nenhum candidato a alcançar esse percentual.
Se a maioria absoluta não for atingida no primeiro turno, os dois candidatos mais votados voltam a disputar o cargo em 25 de outubro. A regra vale separadamente para o governo do Paraná e para a Presidência da República. Assim, pode haver segundo turno em uma disputa e não na outra, dependendo do resultado de cada eleição.
Perfil do eleitorado paranaense
Dos 8,6 milhões de eleitores aptos no Paraná, 53% são mulheres e 47% são homens. Os dados também apresentam a distribuição declarada de cor ou raça informada no cadastro eleitoral. Dentro do grupo mencionado na estatística, 60,54% se declaram brancos, 32,57% pardos, 5,04% pretos, 1,08% amarelos e 0,41% indígenas.
A autodeclaração de cor ou raça é uma informação usada pela Justiça Eleitoral para retratar o perfil do eleitorado e acompanhar a participação política no país. Ela não interfere na validade do voto nem altera a ordem de votação. O levantamento divulgado registra ainda que 17,46% dos eleitores aparecem na base com declaração de cor ou raça, dado que deve ser lido dentro dos critérios e da forma de consolidação do cadastro eleitoral.
O papel da Justiça Eleitoral
A organização da eleição, o registro das candidaturas e a divulgação das informações oficiais ficam sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, formada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos tribunais regionais eleitorais. O TSE mantém o sistema DivulgaCandContas, no qual o eleitor pode consultar dados de candidatos, partidos, registros e, conforme o andamento do processo eleitoral, informações de prestação de contas.
O nome que aparece na urna pode ser diferente do nome civil completo. Por isso, a lista de candidatos é apresentada com o nome de urna seguido da identificação civil e do partido. Essa conferência ajuda o eleitor a reconhecer a opção escolhida no momento da votação e reduz o risco de erro diante de nomes semelhantes.
Datas que o eleitor precisa acompanhar
- 4 de outubro: primeiro turno para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual;
- 25 de outubro: segundo turno, se necessário, para governador e presidente;
- Na votação para o Senado, cada chapa terá um titular e dois suplentes;
- O segundo turno só será realizado quando nenhum candidato superar 50% dos votos válidos.
Com oito nomes na disputa, a eleição para o governo do Paraná reúne candidaturas de diferentes partidos e linhas políticas. A definição do vencedor dependerá do resultado nas urnas e, caso nenhum concorrente alcance a maioria absoluta, de uma nova decisão dos eleitores paranaenses no segundo turno.