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Política

Nove candidatos disputam o governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026

Redação Saiu Agora
27 de setembro de 2026 às 12:15
Nove candidatos disputam o governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026
Foto: Divulgação
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Nove candidatos concorrem ao governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores também escolherão deputados federais, deputados estaduais, dois senadores e o presidente da República. A disputa pelo Executivo estadual poderá ser decidida em segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos.

O Rio de Janeiro tem 12,857 milhões de eleitores aptos a votar, segundo maior eleitorado entre os estados brasileiros, atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo. O perfil do eleitorado fluminense é formado por 54% de mulheres e 46% de homens. Entre os eleitores que declararam cor ou raça, 41,54% são pardos, 39,76% são brancos e 18,19% são pretos. Amarelos e indígenas representam, juntos, cerca de 0,5% do eleitorado.

Quem são os candidatos ao governo do Rio de Janeiro

A relação abaixo segue a ordem alfabética do nome que aparecerá na urna eletrônica. Os registros eleitorais são consultados no sistema DivulgaCandContas, mantido pela Justiça Eleitoral.

  • André Marinho — Andre Bourguignon Marinho, do Novo;
  • Coronel Busnello — João Jacques Soares Busnello, do Missão;
  • Cyro Garcia — Cyro Garcia, do PSTU;
  • Douglas Ruas — Douglas Ruas dos Santos, do PL;
  • Eduardo Paes — Eduardo da Costa Paes, do PSD.

Também estão na disputa Garotinho, nome de urna de Anthony William Matheus de Oliveira, pelo Republicanos; Juliete, Juliete Pantoja Alves, pela UP; Luan Monteiro, Luan Monteiro Paschoal Pires, pelo PCO; e William Siri, William Carlos Brum Bispo, pelo PSOL. Ao todo, são nove candidaturas registradas para o cargo de governador.

Como funciona a eleição para governador

O governador é eleito pelo sistema majoritário, o mesmo aplicado à Presidência da República e ao Senado. No primeiro turno, vence o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50%, sem contar os votos brancos e nulos. Se nenhum concorrente alcançar esse percentual, os dois mais votados avançam para o segundo turno.

Na votação para o governo estadual, o eleitor também escolherá o vice-governador que integra a mesma chapa. Diferentemente da disputa para o Senado, não há votação separada para o vice. A escolha do chefe do Executivo estadual tem impacto direto em áreas como segurança pública, educação, saúde, transporte, infraestrutura e administração dos serviços estaduais.

Quais cargos estarão em votação

  • Governador e vice-governador;
  • Presidente e vice-presidente da República;
  • Dois senadores, cada um acompanhado por dois suplentes;
  • Deputados federais;
  • Deputados estaduais.

A eleição de dois senadores ocorre porque o Senado renova parte de sua composição a cada eleição geral. Cada senador eleito terá dois suplentes registrados na mesma chapa. Já deputados federais e estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional, no qual a distribuição das cadeiras considera a votação dos partidos e federações, além do desempenho individual dos candidatos.

Perfil do eleitorado fluminense

O número de eleitores do Rio de Janeiro dá ao estado peso relevante na definição dos resultados nacionais. Com 12,857 milhões de pessoas aptas a votar, o estado concentra uma parcela expressiva do eleitorado brasileiro e participa simultaneamente das disputas estadual e presidencial.

A divisão por gênero mostra uma maioria feminina entre os eleitores cadastrados. A informação é importante para a leitura do cenário eleitoral, mas não permite antecipar o voto de nenhum grupo: o cadastro eleitoral registra características demográficas, enquanto a escolha feita na urna é individual e sigilosa.

O mesmo vale para os dados de cor ou raça autodeclarada. A maior parcela é formada por eleitores pardos, seguida por brancos e pretos. Essas informações ajudam a compreender a composição social do eleitorado do Rio de Janeiro e podem ser usadas por partidos e candidatos no planejamento de campanhas, mas não indicam preferência por determinada candidatura.

O que o eleitor deve observar

Antes da votação, o eleitor pode conferir o nome completo, o número, o partido e a situação do registro de cada candidato nos canais oficiais da Justiça Eleitoral. A consulta também permite acompanhar informações de campanha e prestação de contas, instrumentos que ajudam a verificar a origem e a aplicação dos recursos eleitorais.

Na urna, é importante confirmar a candidatura antes de apertar a tecla verde. O eleitor deverá votar para diferentes cargos, em uma sequência definida pela Justiça Eleitoral. Como serão escolhidos dois senadores, será necessário registrar dois votos válidos para o Senado, sem repetir o mesmo candidato. A disputa para governador, por sua vez, terá apenas um voto no primeiro turno.

Os votos brancos e nulos não são transferidos para nenhum candidato e não entram no cálculo dos votos válidos. Por isso, a definição de maioria absoluta considera somente os votos destinados efetivamente às candidaturas. Se houver segundo turno para governador, a decisão ficará entre os dois nomes mais votados no dia 4 de outubro.

Calendário da disputa

  • 4 de outubro: primeiro turno das eleições, com votação para governador, presidente, senador, deputado federal e deputado estadual;
  • 25 de outubro: segundo turno, caso seja necessário para a disputa pelo governo do Rio de Janeiro e pela Presidência da República;
  • Segundo turno: ocorre quando nenhum candidato ao cargo alcança mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

Com nove concorrentes, a eleição para o governo do Rio de Janeiro reúne partidos de diferentes campos políticos e amplia as opções disponíveis ao eleitor. A campanha deverá apresentar propostas para os principais problemas do estado, enquanto o cidadão terá a responsabilidade de comparar programas, histórico político, alianças e informações oficiais antes de definir o voto.

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