Moção de apoio à vereadora Maria Idalina é aprovada por unanimidade
Durante a sessão de segunda-feira, a Câmara Municipal de Alfenas aprovou uma moção de apoio à vereadora Maria Idalina (PL), uma semana após ela ser alvo de denúncias de racismo e intolerância religiosa. A iniciativa, proposta pelo vereador Gilmar Costa da Silva (PL), foi aprovada por todos os presentes, com o presidente da Casa, Matheus Paccini (PDT), optando por não votar, em caso de desempate.
Repercussão e posicionamentos no plenário
Vereadores de oposição, como Ednílson Francisco Neto (Novo) e Thalles Gomes (PSDB), manifestaram apoio à colega, destacando a importância de não julgar com base em recortes isolados. Uma carta de defesa foi lida por Thalles Gomes, ressaltando a trajetória social de Idalina e criticando a injustiça de julgamentos precipitados. Os apoiadores argumentam que as críticas são desproporcionais e que a fala da vereadora foi retirada de contexto.
Contexto da polêmica
A controvérsia teve início em 25 de maio, durante uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Maria Idalina afirmou que o Brasil é um país de cristãos e de um “povo bran...”, interrompendo a fala antes de concluir a frase, o que gerou protestos e nota de repúdio da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial, que considerou as declarações ofensivas aos direitos constitucionais.
Em sua defesa, a vereadora negou qualquer intenção discriminatória, afirmando que sua atuação é pautada pelo atendimento a populações vulneráveis, independentemente de etnia ou religião.
Investigações e comissão de ética
Após o episódio, a Câmara recebeu três pedidos formais para abertura de uma Comissão de Ética, visando apurar possível quebra de decoro parlamentar. A Mesa Diretora se reuniu na última sexta-feira para deliberar sobre o tema, com uma ata oficial prevista para ser publicada em breve.