Pular para o conteúdo
Cultura

SUNCUN encerra ciclo de desfiles em quatro cidades com coleção apresentada em Londres

Redação Saiu Agora
30 de setembro de 2026 às 08:50
SUNCUN encerra ciclo de desfiles em quatro cidades com coleção apresentada em Londres
Foto: Divulgação
Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn

A marca chinesa SUNCUN apresentou em Londres a coleção PV2027, “Wen Feng Ji Meng”, expressão traduzida como “Vento e Sonho”. O desfile, realizado em 30 de setembro de 2026 durante a London Fashion Week, reuniu 59 looks e marcou o encerramento de uma trajetória construída pela estilista Zhang Turan ao longo de uma década, com passagens por Nova York, Paris, Londres e Milão.

A apresentação também funcionou como uma síntese do caminho internacional da marca. Segundo as informações divulgadas, a SUNCUN concluiu em Londres seu segundo lançamento global de novos produtos e pretende abrir uma loja física na cidade. A proposta é aproximar o público londrino de uma estética oriental contemporânea, ao mesmo tempo em que a empresa amplia a colaboração com artesãos de diferentes partes do mundo.

Coleção PV2027 traduz vento e sonho em formas contemporâneas

O conceito da coleção foi apresentado a partir da frase “Use o vento como rastros, o sonho como mensagens”. No desenvolvimento das peças, o vento aparece como representação do movimento cotidiano, enquanto o sonho é associado à ideia de uma vida em permanente transformação.

Em vez de reproduzir paisagens ou símbolos culturais de maneira literal, Zhang Turan levou esses conceitos para a construção das roupas. A coleção utiliza silhuetas fluidas, modelagem em camadas, contrastes entre o real e o virtual e áreas de espaço negativo. Esses recursos criam peças com movimento e volume, mas sem abandonar uma leitura contemporânea do vestuário.

  • 59 looks foram apresentados no desfile de Londres;
  • as peças exploraram silhuetas fluidas e sobreposições;
  • o espaço negativo foi usado como elemento de construção visual;
  • a coleção buscou traduzir uma filosofia oriental sem recorrer a representações literais;
  • compradores internacionais e veículos especializados acompanharam a apresentação.

Essa abordagem faz parte de uma tentativa de formular um sistema de moda oriental contemporâneo e maduro. Na prática, isso significa utilizar referências culturais e filosóficas do Oriente como ponto de partida, mas transformá-las em roupas adequadas ao circuito global de moda, sem limitar o trabalho a trajes tradicionais ou a símbolos facilmente identificáveis.

Trajetória começou em Nova York e passou por quatro capitais da moda

A trajetória internacional de Zhang Turan começou em Nova York, em fevereiro de 2019, quando a estilista foi convidada pela IMG para apresentar a coleção “Wuwei Fusheng” na New York Fashion Week. Naquele momento, aos 24 anos, Zhang ganhou destaque por ser apontada como a mais jovem estilista de alta-costura a participar do evento.

A repercussão internacional descreveu o trabalho como “um poder misterioso do Oriente”. A definição ajudou a apresentar ao público estrangeiro uma produção que combinava referências orientais com uma linguagem própria de moda autoral.

No fim de 2019, a coleção “Shanhai” foi apresentada no Petit Palais, em Paris. O espaço, conhecido por receber exposições e eventos culturais na capital francesa, reforçou a inserção da marca em um circuito associado à alta moda e à produção artística.

A estreia de Zhang em Londres ocorreu posteriormente, com a coleção de outono-inverno 2024 da SUNCUN, chamada “Kaitian”. A apresentação foi divulgada pela CRI. Sete meses depois, a marca chegou a Milão com a coleção “Bridge”, referente à temporada PV2025. O trabalho foi noticiado pela Xinhua e avaliado pela Câmara Nacional da Moda da Itália, de acordo com as informações divulgadas pela empresa.

O que representa o circuito de semanas de moda

As semanas de moda de Nova York, Londres, Milão e Paris estão entre as principais plataformas internacionais para apresentação de coleções. Além de gerar cobertura de imprensa, esses eventos aproximam marcas de compradores, distribuidores, profissionais de criação e possíveis parceiros comerciais.

Por isso, completar um ciclo nessas quatro cidades tem impacto que vai além do desfile. A presença nesses mercados pode ajudar uma marca a testar sua identidade visual diante de públicos distintos, estabelecer contatos comerciais e avaliar a possibilidade de abrir lojas ou ampliar a distribuição fora do país de origem.

No caso da SUNCUN, a intenção de abrir uma loja física em Londres indica uma tentativa de transformar a visibilidade obtida nas passarelas em uma operação permanente. Uma loja própria permite apresentar não apenas roupas, mas também uma experiência de marca, reunindo produtos, ambientação e referências ligadas ao estilo de vida defendido pela empresa.

Marca aposta em colaboração artesanal global

A expansão anunciada também está ligada ao desenvolvimento de uma rede internacional de colaboração artesanal. A SUNCUN afirma que pretende aprofundar esse trabalho enquanto constrói uma linguagem de moda oriental contemporânea.

Na indústria da moda, a colaboração com artesãos pode envolver técnicas manuais, materiais, acabamentos e métodos de produção ligados a diferentes territórios. Quando inseridos em coleções de alcance global, esses elementos precisam ser adaptados a novas escalas e mercados, preservando a identidade do trabalho sem impedir sua circulação internacional.

A apresentação de Londres foi, portanto, simultaneamente um desfile de aniversário e uma etapa de posicionamento empresarial. O evento marcou os dez anos da marca, encerrou a sequência de participações nas quatro semanas de moda e apresentou uma coleção voltada à temporada primavera-verão de 2027.

Próximos passos da SUNCUN

Com o lançamento em Londres concluído, a SUNCUN sinaliza que pretende manter a expansão internacional. A possível abertura de uma loja na capital britânica será o próximo movimento anunciado pela marca, que também planeja continuar o desenvolvimento de novos produtos e as parcerias artesanais.

A coleção “Wen Feng Ji Meng” resume essa estratégia ao combinar uma narrativa inspirada no vento e no sonho com recursos visuais reconhecíveis no circuito contemporâneo. O resultado apresentado em Londres procura estabelecer uma ponte entre a filosofia oriental e as exigências de um mercado global de moda, sem depender da reprodução direta de imagens ou símbolos tradicionais.

Galeria de Imagens

Relacionadas

Leia também