Alfenas celebrou os 157 anos de história com uma programação voltada à memória, à cultura, à literatura, à música e ao empreendedorismo local. O evento Alfenas 157 Anos: Memória, História e Cultura foi realizado na noite de quinta-feira, 8 de outubro de 2026, pela Câmara Municipal de Alfenas, por meio da Escola do Legislativo Professor Edson Antônio Velano.
A atividade reuniu escritores, pesquisadores, artistas, empresas, instituições e moradores em uma agenda que buscou mostrar diferentes aspectos da formação e da identidade do município. Além de marcar o aniversário de Alfenas, a iniciativa destacou a importância de preservar relatos, obras, imagens, produtos e manifestações que ajudam a contar a trajetória da cidade.
História de Alfenas foi tema de mesa-redonda
Um dos principais momentos da noite foi a mesa-redonda Alfenas: Histórias que atravessam gerações. O debate reuniu os escritores Majô de Souza e Isnard Manso Vieira, autores de obras relacionadas à história local e às memórias de famílias e comunidades do município.
Majô de Souza é autora dos livros Era uma vez... uma cidade chamada Alfenas, volumes 1 e 2. Já Isnard Manso Vieira é autor de Campo Redondo – A saga da família Vieira, além de outras obras. Os livros representam registros produzidos a partir de pesquisas, lembranças e narrativas que ajudam a preservar acontecimentos e personagens para as novas gerações.
A abertura dos trabalhos foi conduzida pela pesquisadora e professora emérita Maria das Graças Martelli. A participação dela contribuiu para ampliar a reflexão sobre a história, a identidade e as transformações de Alfenas ao longo do tempo.
Literatura e artes visuais ganharam espaço
A produção literária de autores e autoras de Alfenas também foi apresentada ao público. A exposição reuniu livros de diferentes gêneros e estilos, evidenciando a diversidade da escrita produzida na cidade. O espaço permitiu que os visitantes conhecessem e prestigiassem escritores que fazem parte da própria comunidade.
Para além da literatura, o evento contou com a exposição de aquarelas do artista Ricardo Marcelino. As obras retratam lugares ligados à história de Alfenas e apresentam, por meio das artes visuais, paisagens e referências que integram a memória afetiva e cultural do município.
A presença de livros e aquarelas em uma programação institucional reforça o papel da cultura na preservação da memória coletiva. Em cidades do interior, esse tipo de registro também ajuda a aproximar moradores de histórias locais que nem sempre aparecem em documentos oficiais ou nos relatos mais conhecidos.
Empresas e instituições mostraram iniciativas locais
O desenvolvimento econômico de Alfenas foi representado por estandes de empresas e instituições que atuam no município ou têm relação com a vida econômica local. Participaram da exposição a UNIFAL-MG, a Cascafina, os Laticínios Alfenense, a Unifi e a Indorama, além de outros empreendimentos e organizações, como Empório do Café, SAMA e Queijos D’Ju.
Os espaços permitiram ao público conhecer produtos, atividades e iniciativas ligadas à cidade. A participação de setores diferentes também mostrou que a identidade de Alfenas não é formada apenas por seus prédios históricos ou por manifestações artísticas, mas igualmente pelo trabalho de empresas, instituições de ensino, produtores e empreendedores.
A UNIFAL-MG, por exemplo, representa a presença do ensino superior e da produção de conhecimento no município. Já empresas dos segmentos de alimentos, bebidas, indústria e serviços demonstram a variedade da economia local. A reunião desses participantes em uma mesma programação criou uma oportunidade de aproximação entre a comunidade e iniciativas que fazem parte do cotidiano de Alfenas.
Casquídeo Trio encerrou a programação
O encerramento ficou por conta do Casquídeo Trio, que apresentou um repertório musical ao público. O grupo é formado por Casquídeo, na voz e no violão; Dedê Bonito, no contrabaixo; e Jailton Nunes, no saxofone.
A apresentação musical completou a proposta do encontro, que combinou diferentes formas de expressão cultural. A música, assim como os livros, as pesquisas históricas e as artes visuais, funcionou como elemento de integração entre os participantes e de valorização dos talentos de Alfenas.
Memória como parte da identidade do município
Ao reunir história, literatura, artes plásticas, música e economia, a programação dos 157 anos procurou apresentar um retrato amplo de Alfenas. A iniciativa também chamou atenção para a necessidade de reconhecer pessoas, empresas e instituições que ajudam a construir a cidade diariamente.
A preservação da memória municipal depende de diferentes fontes, como livros, depoimentos, fotografias, obras de arte, documentos e relatos familiares. Eventos como esse ajudam a tornar esse conteúdo acessível ao público e incentivam novas gerações a conhecerem a origem e as mudanças pelas quais Alfenas passou.
Segundo a proposta da atividade, celebrar o aniversário do município foi também uma forma de valorizar a produção cultural e o trabalho desenvolvido na cidade. A programação reforçou a ideia de que a história de Alfenas é formada tanto por acontecimentos do passado quanto pelas ações de moradores e instituições que continuam contribuindo para o futuro do município.