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Esportes

Brasil conquista três ouros e chega a dez medalhas no Mundial Paralímpico de Judô

Redação Saiu Agora
26 de setembro de 2026 às 21:16
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O Brasil conquistou três medalhas de ouro no segundo dia do Mundial Paralímpico de Judô, realizado em Tbilisi, na Geórgia. As vitórias de Alana Maldonado, Arthur Silva e Brenda Freitas elevaram para dez o total de medalhas brasileiras na competição: três ouros, cinco pratas e dois bronzes. O campeonato termina neste domingo (27), com as disputas por equipes.

Os resultados deste sábado (26) reforçam a força do judô paralímpico brasileiro em uma competição que reúne atletas de diferentes países e classes funcionais. A modalidade organiza os judocas de acordo com o grau e o tipo de deficiência visual. Na classe J1, competem atletas cegos ou com percepção luminosa muito reduzida. Já a classe J2 reúne judocas com baixa visão.

Alana Maldonado conquista o quarto título mundial

O principal destaque brasileiro do dia foi Alana Maldonado. A judoca paulista, atual bicampeã paralímpica da classe J2, na categoria até 70 quilos, conquistou o quarto título mundial da carreira. Na decisão, ela enfrentou a cazaque Ayala Mereke em uma luta que precisou do golden score, o período de desempate utilizado quando nenhum atleta vence no tempo regulamentar.

O combate foi decidido por um wazari a favor da brasileira. No judô, o wazari é uma pontuação importante, abaixo do ippon, golpe que encerra a luta imediatamente quando aplicado dentro dos critérios previstos pela arbitragem. A vitória mantém Maldonado entre os principais nomes do judô paralímpico internacional e amplia uma trajetória marcada por títulos mundiais e paralímpicos.

Além dos quatro títulos mundiais, Alana é bicampeã paralímpica na categoria. O resultado em Tbilisi também confirma a capacidade do Brasil de seguir entre as potências da modalidade depois dos Jogos Paralímpicos de Paris, realizados em 2024.

Arthur Silva e Brenda Freitas também sobem ao lugar mais alto

Arthur Silva foi outro brasileiro a repetir o título mundial. O potiguar venceu o britânico Daniel Powell por um wazari e conquistou o bicampeonato consecutivo na classe J1, categoria até 95 quilos. O atleta já havia sido campeão mundial em 2025, em Astana, no Cazaquistão, e também possui o título paralímpico conquistado em Paris 2024.

A campanha de Arthur representa uma sequência de resultados expressivos em diferentes níveis do calendário internacional. O bicampeonato mundial, somado ao ouro paralímpico, mostra a regularidade do judoca em torneios de alto nível e ajuda a consolidar o desempenho brasileiro entre os atletas cegos.

O terceiro ouro do país veio com Brenda Freitas, também na classe J1, na categoria até 70 quilos. Ela derrotou a chinesa Wang Wenjing na final com um ippon aplicado em menos de um minuto. A vitória garantiu à brasileira a defesa do título conquistado no ano anterior.

O ippon é a pontuação máxima do judô e encerra a luta quando o golpe ou a imobilização atende aos critérios técnicos da modalidade. A rapidez da decisão evidenciou a eficiência de Brenda na final, além de assegurar mais um ouro para o Brasil em uma categoria da classe J1.

Brasil soma sete medalhas em um único dia

Além dos três ouros, o Brasil conquistou duas pratas e dois bronzes no segundo dia do Mundial. Milena Freitas foi vice-campeã na classe J1, categoria acima de 70 quilos. Marcelo Casanova ficou com a prata na classe J2, até 95 quilos. Os bronzes foram obtidos por Rebeca Silva, na classe J2 acima de 70 quilos, e Felipe Amorim, na classe J2 acima de 95 quilos.

  • Alana Maldonado: ouro na classe J2, até 70 quilos;
  • Arthur Silva: ouro na classe J1, até 95 quilos;
  • Brenda Freitas: ouro na classe J1, até 70 quilos;
  • Milena Freitas: prata na classe J1, acima de 70 quilos;
  • Marcelo Casanova: prata na classe J2, até 95 quilos.

Rebeca Silva e Felipe Amorim completaram o grupo de medalhistas brasileiros do dia com dois bronzes. Ao todo, foram sete pódios conquistados no sábado, resultado que se soma às medalhas obtidas na abertura do campeonato e deixa a delegação com três ouros, cinco pratas e dois bronzes antes da última etapa da competição.

Disputas por equipes encerram o Mundial em Tbilisi

O Mundial Paralímpico de Judô será encerrado neste domingo (27), com as disputas por equipes. A competição coletiva encerra a participação brasileira em Tbilisi e oferece uma nova oportunidade de medalha para a delegação. Diferentemente das lutas individuais, o formato por equipes reúne atletas em confrontos sucessivos, com o resultado definido pelo desempenho do conjunto.

O desempenho individual obtido no sábado cria um cenário positivo para o Brasil na reta final. Além dos três campeões mundiais, a equipe chega à disputa coletiva com atletas medalhistas em diferentes classes e categorias de peso. Para o público, o resultado representa mais uma demonstração da presença brasileira no judô paralímpico e da importância de competições internacionais na preparação do ciclo esportivo após Paris 2024.

Com os dez pódios já garantidos, o Brasil termina o segundo dia entre os destaques do Mundial. A última rodada, porém, ainda pode ampliar a coleção de medalhas da delegação e encerrar a competição com novos resultados para o país.

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