O Brasil conquistou quatro medalhas de bronze neste domingo (27) nos Mundiais Paralímpicos de judô e triatlo. No judô, o país subiu ao pódio nas disputas por equipes masculina e feminina, em Tbilisi, na Geórgia. No triatlo, a seleção terminou em terceiro lugar no revezamento realizado em Pontevedra, na Espanha.
Os resultados reforçam a presença brasileira entre as principais potências do esporte paralímpico internacional. No judô, a delegação terminou a competição em segundo lugar no quadro geral de medalhas, com 12 pódios: três ouros, cinco pratas e quatro bronzes. A China ficou na liderança, com nove medalhas, mas levou vantagem no número de títulos, com quatro ouros.
Brasil conquista dois bronzes no Mundial Paralímpico de judô
As duas medalhas brasileiras no judô foram obtidas nas competições por equipes, que reúnem atletas de diferentes categorias de peso em confrontos sucessivos. Nesse formato, a vitória depende do desempenho coletivo, e cada luta pode ser decisiva para o resultado final.
Equipe feminina vence o Cazaquistão por 4 a 1
Na disputa feminina, o Brasil venceu o Cazaquistão por 4 a 1. A equipe brasileira foi formada por Rebeca Silva, Meg Emmerich, Larissa Silva e Brenda Freitas. As adversárias só conseguiram pontuar em uma categoria na qual o Brasil não tinha representante, o que garantiu vantagem à seleção brasileira no confronto.
O título feminino ficou com a China, enquanto a prata foi conquistada pela equipe de atletas neutros. A participação de atletas neutros em competições internacionais está relacionada a regras específicas adotadas em eventos esportivos, nas quais os competidores participam sem representar oficialmente uma bandeira nacional.
Equipe masculina supera a França no desempate
Entre os homens, o Brasil enfrentou a França em uma disputa equilibrada. O confronto terminou empatado em 3 a 3 e precisou ser decidido em uma luta extra. Deyverson de Souza venceu o combate decisivo e garantiu o bronze para a equipe brasileira.
Também representaram o país na competição masculina Arthur Silva, Denis Rosa, Felipe Amorim e Thiego Marques. A Geórgia conquistou a medalha de ouro, aproveitando o fator de competir em casa, enquanto a equipe de atletas neutros ficou com a prata.
Triatlo paralímpico rende dois pódios ao Brasil
Em Pontevedra, na Espanha, o Brasil terminou o revezamento do Mundial Paralímpico de Triatlo na terceira colocação. O ouro ficou com os Estados Unidos e a prata foi para a Austrália.
A prova contou com Jéssica Ferreira, da classe PTWC, destinada a atletas cadeirantes; Ruiter Silva, da classe PTS5; e Erica Rodrigues, também da classe PTS5. No paratriatlo, as classes organizam os atletas de acordo com o tipo e o grau de deficiência, buscando tornar a disputa mais equilibrada.
A classe PTS5 reúne competidores com deficiências físico-motoras e paralisia cerebral. Já a categoria PTWC é voltada a atletas que utilizam cadeira de rodas para competir. As classificações são fundamentais para organizar as provas e permitir que esportistas com diferentes condições funcionais participem dentro de critérios técnicos definidos.
O bronze no revezamento foi o segundo pódio brasileiro no Mundial de Triatlo. Na sexta-feira, Erica Rodrigues havia conquistado a medalha de prata na prova individual da classe PTS5. Com isso, o Brasil encerrou sua participação na competição com duas medalhas.
Desempenho brasileiro amplia resultados no esporte paralímpico
O desempenho nos dois mundiais mostra a força do Brasil tanto em provas individuais quanto em disputas coletivas. No judô, o país teve presença no pódio nos dois naipes e terminou à frente de delegações que conquistaram mais medalhas no total, mas tiveram menos ouros. No triatlo, os resultados de Erica Rodrigues e do revezamento garantiram regularidade ao longo da competição.
- Judô feminino: bronze após vitória por 4 a 1 sobre o Cazaquistão;
- Judô masculino: bronze contra a França, decidido no desempate;
- Triatlo individual: prata de Erica Rodrigues na classe PTS5;
- Triatlo por revezamento: bronze com Jéssica Ferreira, Ruiter Silva e Erica Rodrigues;
- Quadro geral do judô: Brasil em segundo lugar, com 12 medalhas.
Além do resultado esportivo, a participação em eventos desse nível é importante para a preparação dos atletas paralímpicos e para a consolidação de novas gerações nas modalidades. As medalhas conquistadas em Tbilisi e Pontevedra encerram a participação brasileira com resultados expressivos em duas competições internacionais realizadas simultaneamente na Europa.