O Brasil encerrou neste domingo (20) sua participação na etapa da Copa do Mundo de ginástica artística da Hungria com cinco medalhas em finais individuais. O destaque foi a dobradinha brasileira na trave, com Flávia Saraiva levando o ouro e Rebeca Andrade ficando com a prata. No solo, Flávia voltou ao pódio, desta vez em segundo lugar, enquanto Lorrane Oliveira conquistou o bronze. Na última final do dia, Arthur Nory foi campeão na barra fixa.
Com os resultados do domingo e o ouro obtido por Flávia nas barras assimétricas no sábado (19), o Brasil terminou a competição com seis medalhas: três de ouro, duas de prata e uma de bronze. A etapa reuniu atletas de diferentes países e serviu como mais uma oportunidade de alto nível para a preparação da elite da ginástica artística.
Flávia Saraiva supera Rebeca Andrade na final da trave
Na trave, Flávia Saraiva apresentou uma série limpa e recebeu 13,766 pontos, nota suficiente para garantir o primeiro lugar. Rebeca Andrade, campeã olímpica, terminou logo atrás, com 13,600. A brasileira teve um desequilíbrio durante a apresentação, mas conseguiu manter uma pontuação alta e assegurar a medalha de prata.
A trave é um dos aparelhos mais exigentes da ginástica artística feminina. A atleta precisa executar movimentos acrobáticos e elementos de dança sobre uma estrutura estreita, mantendo equilíbrio, controle corporal e precisão nas aterrissagens. Pequenos erros, como desequilíbrios ou saídas do aparelho, podem provocar descontos importantes na nota final.
O resultado reforça a força do Brasil na prova e mostra a capacidade de Flávia de competir em mais de uma final no mesmo evento. A ginasta também subiu ao pódio no solo e já havia conquistado o ouro nas barras assimétricas, somando três medalhas na competição.
Brasileiras também fazem dobradinha no solo
No solo, Flávia Saraiva ficou com a prata ao somar 13,433 pontos. A norte-americana Dulcy Caylor conquistou o ouro com 13,466, apenas 0,033 ponto à frente da brasileira. Lorrane Oliveira completou o pódio com 12,933 pontos e garantiu a medalha de bronze.
A prova do solo combina acrobacias, saltos, giros, força e elementos coreográficos executados em uma área delimitada. Além da dificuldade dos movimentos, a avaliação considera a qualidade da execução, as aterrissagens e a apresentação da atleta. Por isso, diferenças pequenas na pontuação podem definir as posições finais, como ocorreu entre Flávia e a campeã da prova.
- Ouro: Flávia Saraiva, na trave;
- Prata: Rebeca Andrade, na trave;
- Prata: Flávia Saraiva, no solo;
- Bronze: Lorrane Oliveira, no solo;
- Ouro: Arthur Nory, na barra fixa.
Arthur Nory fecha o dia com ouro na barra fixa
Na última final da programação, Arthur Nory foi o melhor na barra fixa. O brasileiro recebeu 14,133 pontos após realizar uma série sem erros e garantiu mais uma medalha de ouro para o país.
A barra fixa é uma prova masculina disputada com movimentos de balanço, giros, largadas e retomadas do aparelho. O atleta precisa demonstrar força e controle para cumprir a sequência sem perder o ritmo ou cometer falhas na saída. Uma apresentação estável, como a de Nory, pode fazer diferença em uma final equilibrada.
Brasil termina competição com seis pódios
Antes dos resultados de domingo, Flávia Saraiva já havia vencido a final das barras assimétricas, prova que exige transições entre duas barras posicionadas em alturas diferentes. Com o resultado, o Brasil chegou a três ouros na etapa, além das duas pratas e do bronze conquistados ao longo da competição.
A campanha reúne medalhas em aparelhos femininos e masculinos e confirma a presença brasileira entre os destaques da etapa húngara da Copa do Mundo. Para os atletas, competições desse nível ajudam a avaliar a execução das séries, corrigir falhas e ganhar experiência em finais internacionais. Para o público, os resultados também mostram a renovação e a diversidade de nomes que representam o país na ginástica artística.
O desempenho de Flávia foi o principal destaque individual brasileiro, com três pódios. Rebeca Andrade voltou a competir em alto nível e conquistou a prata na trave, enquanto Lorrane Oliveira e Arthur Nory também contribuíram para o encerramento positivo da participação brasileira na Hungria.