O avanço do comércio eletrônico está mudando a rotina das transportadoras no Brasil e aumentando a pressão por entregas mais rápidas, rastreáveis e confiáveis. Nesse cenário, a Patrus Transportes reforça sua operação voltada ao varejo, com investimentos em tecnologia digital, integração entre empresas e acompanhamento das cargas em tempo real.
Dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom) indicam que as vendas online no país já ultrapassam R$ 235 bilhões por ano. Em 2025, foram mais de 438 milhões de pedidos. Para 2026, a projeção é de faturamento próximo de R$ 259,8 bilhões, com quase 461 milhões de pedidos feitos por uma base superior a 97 milhões de compradores online.
Entrega passa a influenciar a escolha do consumidor
O crescimento do e-commerce aumentou a importância da etapa que ocorre depois da compra. Antes vista apenas como apoio à venda, a entrega passou a fazer parte da experiência do consumidor e pode influenciar tanto a decisão de comprar quanto a permanência do cliente com determinada marca.
O consumidor quer acompanhar o trajeto do produto, saber a previsão de chegada e ter segurança de que a encomenda será entregue corretamente. Essa exigência também alcança o mercado corporativo. Mesmo nas relações entre empresas, conhecidas pela sigla B2B (business to business), a expectativa por informação e previsibilidade vem sendo influenciada pelos hábitos desenvolvidos no consumo direto, o B2C (business to consumer).
“O consumidor final, seja no B2C ou influenciando o B2B, quer saber onde a carga está, quando chega e como será entregue. Isso exige uma logística muito mais tecnológica, integrada e transparente”, afirma Marcelo Patrus, CEO da empresa.
Rastreamento acompanha carga até o destino
Para responder a essa mudança, a Patrus ampliou o uso de ferramentas digitais capazes de acompanhar a carga desde a coleta na fábrica ou no centro de distribuição até a chegada ao ponto de venda ou à residência do cliente. O chamado tracking permite consultar o andamento da operação e ajuda a empresa a identificar etapas do percurso que podem comprometer o prazo.
Na prática, o monitoramento busca dar mais previsibilidade ao transporte. Para o varejista, isso significa maior controle sobre o abastecimento de lojas e estoques. Para o consumidor, representa mais informação sobre a encomenda e menor incerteza sobre a data de recebimento.
A empresa atua com cargas fracionadas, modalidade em que diferentes encomendas compartilham o mesmo transporte, e realiza entregas de até 30 quilos para pessoas físicas em Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Sergipe e no interior de São Paulo. Esse tipo de operação é relevante para atender pedidos de menor volume, comuns no comércio eletrônico, sem exigir um veículo exclusivo para cada comprador.
Integração entre indústria, varejo e última milha
O desempenho da entrega não depende apenas da transportadora. A cadeia envolve a indústria, os centros de distribuição, o varejista, os sistemas de informação e a chamada última milha — trecho final entre um centro de distribuição e o endereço do cliente ou o ponto de venda.
Quando esses elos não compartilham informações, aumentam os riscos de atraso, falhas de endereçamento, tentativas frustradas de entrega e dificuldade para localizar a carga. Por isso, a integração entre as partes se tornou uma das principais estratégias para melhorar a eficiência logística e a qualidade do atendimento.
A Patrus presta serviços para marcas como O Boticário e 3M. As operações incluem tanto o abastecimento de lojas quanto as entregas diretas ao consumidor final. Os exemplos mostram como a logística precisa atender modelos diferentes: de um lado, a reposição planejada de produtos em estabelecimentos comerciais; de outro, o recebimento de uma encomenda individual em casa.
Reconhecimento em operações de varejo e indústria
Em março, a empresa foi reconhecida no Encontro de Parceiros do Grupo Boticário com os prêmios de Destaque ESG e Fornecedor Ouro. ESG é a sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança. No setor de transportes, o conceito está relacionado, entre outros pontos, à forma como a operação administra impactos ambientais, relações de trabalho, segurança, ética e gestão.
A Patrus também conquistou o 1º lugar em Transporte LTL na 3M, em avaliação referente ao ano de 2025. A sigla LTL vem de Less Than Truckload, expressão usada para identificar cargas menores que não ocupam um caminhão inteiro. Nesse modelo, diferentes remessas são consolidadas no mesmo veículo, o que exige planejamento de rotas, controle de prazos e organização na movimentação dos volumes.
Os reconhecimentos ocorrem em um momento de expansão da demanda por entregas e ajudam a demonstrar como os grandes embarcadores passaram a avaliar seus parceiros logísticos por critérios que vão além do preço. Capacidade de rastreamento, cumprimento de prazos, qualidade operacional, integração de sistemas e responsabilidade corporativa também pesam na escolha.
O que muda para o consumidor
Para quem compra pela internet, o impacto mais direto está na possibilidade de receber informações mais precisas durante o transporte. O acompanhamento digital não elimina todos os imprevistos, mas amplia a visibilidade sobre o pedido e permite que empresas e clientes identifiquem problemas com mais rapidez.
- acompanhamento da carga desde a coleta até o destino;
- maior previsibilidade sobre prazos de entrega;
- integração entre indústria, transportadora, varejo e consumidor;
- atendimento a encomendas de até 30 quilos em estados e regiões atendidos pela operação;
- uso de informações para melhorar a confiabilidade do transporte.
Com o comércio eletrônico projetando novos recordes de faturamento e volume de pedidos, a tendência é que a logística continue ocupando uma posição central no varejo. A disputa entre as empresas não termina no momento em que o consumidor finaliza a compra: ela também passa pela capacidade de entregar o produto no prazo, no endereço correto e com informações claras durante todo o percurso.