O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção, da informação e do acompanhamento médico no combate ao câncer de mama. Neste cenário, os avanços na área de diagnóstico por imagem passaram a ocupar espaço cada vez maior, com equipamentos de ultrassom que incorporam recursos de inteligência artificial para apoiar a identificação e a avaliação de alterações nas mamas.
As ferramentas não substituem a análise do profissional de saúde, mas podem funcionar como suporte durante a realização e a interpretação dos exames. A proposta é oferecer imagens mais detalhadas, organizar informações e auxiliar o especialista na avaliação de características encontradas durante o ultrassom.
Como a inteligência artificial é usada no ultrassom das mamas
Entre as soluções disponíveis no mercado estão equipamentos da divisão de soluções médicas e de saúde da Samsung, que reúne tecnologias voltadas ao aprimoramento da qualidade das imagens e à assistência inteligente em exames de mama. O portfólio inclui recursos como o Live BreastAssist e o S-Detect.
O S-Detect utiliza algoritmos de inteligência artificial para analisar e correlacionar alterações mamárias a partir de um banco de dados com características de lesões. Durante o exame, o recurso pode oferecer uma referência complementar ao profissional responsável pela avaliação.
Na prática, a tecnologia pode ajudar em diferentes etapas do trabalho:
- Análise de lesões mamárias: avaliação de características observadas durante o ultrassom;
- Organização das informações: geração de relatórios com base no BI-RADS ATLAS;
- Apoio à avaliação médica: apresentação de dados que podem auxiliar o especialista na interpretação do exame;
- Padronização: uso de critérios organizados para descrever e classificar os achados de imagem.
O que é o BI-RADS e por que ele é importante
O BI-RADS, sigla em inglês para Sistema de Dados e Relatórios de Imagem da Mama, é uma forma padronizada de descrever os resultados de exames como mamografia, ultrassom e ressonância magnética. A classificação ajuda os profissionais a comunicar os achados de maneira mais uniforme e a indicar quais condutas podem ser consideradas em cada situação.
Quando uma ferramenta de inteligência artificial utiliza referências baseadas no BI-RADS ATLAS, ela contribui para organizar a descrição das alterações encontradas. Ainda assim, o resultado precisa ser analisado dentro do contexto clínico da paciente. A decisão sobre acompanhamento, repetição do exame ou investigação complementar cabe ao profissional habilitado.
Tecnologia amplia o apoio, mas não elimina o acompanhamento médico
O uso de inteligência artificial em exames de imagem faz parte de um movimento de modernização dos serviços de saúde. A tecnologia pode ajudar a lidar com grande volume de informações e oferecer recursos adicionais ao especialista, especialmente em avaliações que dependem da observação detalhada de características das lesões.
Isso não significa que o equipamento faça sozinho o diagnóstico de câncer de mama. O ultrassom é uma ferramenta de investigação, e seus resultados devem ser avaliados junto com o histórico da paciente, o exame clínico e, quando necessário, outros procedimentos indicados pela equipe de saúde.
Para Walter Brandstetter, gerente sênior da divisão de soluções médicas e de saúde da Samsung Brasil, a campanha deve servir como lembrete para que os cuidados sejam mantidos durante todo o ano. “O Outubro Rosa reforça a importância de manter os cuidados com a saúde feminina ao longo de todo o ano. Nesse contexto, a tecnologia tem um papel importante ao oferecer ferramentas que podem oferecer suporte a profissionais de saúde na identificação e avaliação de alterações mamárias. A evolução dos equipamentos de ultrassom e dos recursos de inteligência artificial contribui para apoiar o trabalho dos especialistas”, afirmou.
Outubro Rosa chama atenção para prevenção contínua
Mais do que uma mobilização concentrada em outubro, a campanha busca ampliar o acesso à informação e estimular a atenção permanente à saúde das mulheres. A identificação de alterações nas mamas deve ser acompanhada por avaliação profissional, especialmente quando há sinais ou mudanças que preocupem a paciente.
O avanço dos equipamentos de diagnóstico pode contribuir para qualificar o atendimento, mas o benefício só é completo quando está associado a serviços de saúde preparados, profissionais capacitados e acesso regular ao acompanhamento médico. Por isso, a tecnologia deve ser entendida como parte de uma rede de cuidados, e não como substituta da consulta ou da decisão clínica.