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Saúde

Hospitais de Natal e Fortaleza recebem selo por segurança do paciente

Redação Saiu Agora
21 de setembro de 2026 às 15:37
Hospitais de Natal e Fortaleza recebem selo por segurança do paciente
Foto: Divulgação
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Dois hospitais do Nordeste foram reconhecidos em 2026 pelo trabalho voltado à segurança do paciente. O Promater, em Natal (RN), recebeu pelo quarto ano consecutivo o Selo Segurança do Paciente. Já o Monte Klinikum, em Fortaleza (CE), conquistou a certificação pela terceira vez seguida. As duas unidades fazem parte da Rede Total Care.

O selo é concedido pela Epimed Solutions em parceria com o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente e avalia se as instituições mantêm processos organizados para prevenir, identificar e corrigir problemas que podem afetar o atendimento. A certificação também considera a capacidade dos hospitais de transformar informações sobre ocorrências em medidas concretas de melhoria.

O que é o Selo Segurança do Paciente

A segurança do paciente reúne práticas adotadas pelos serviços de saúde para reduzir riscos durante consultas, exames, internações, cirurgias, tratamentos e demais etapas da assistência. O objetivo é evitar incidentes e eventos adversos, além de garantir que os problemas sejam registrados, investigados e usados para aperfeiçoar os processos internos.

Na avaliação do selo, estão incluídos indicadores ligados à gestão de incidentes. Entre os pontos observados estão:

  • o percentual de notificações classificadas corretamente;
  • o tempo médio para identificar precocemente situações de risco;
  • a agilidade para concluir as investigações;
  • o registro e o monitoramento das ocorrências em uma plataforma específica;
  • a adoção de medidas de melhoria a partir dos dados levantados.

Esse tipo de acompanhamento permite que o hospital vá além da reação a um problema já ocorrido. A análise sistemática ajuda as equipes a reconhecer padrões, localizar falhas no fluxo de atendimento e estabelecer ações preventivas. Para o paciente, isso pode representar processos mais seguros, comunicação mais organizada entre os profissionais e maior controle sobre os riscos da assistência.

Relação com as regras da Anvisa

O processo de certificação segue referências relacionadas à RDC nº 36/2013, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A resolução estabelece ações para a promoção da segurança do paciente nos serviços de saúde e orienta a criação de estruturas e práticas voltadas à prevenção de incidentes.

Entre as medidas previstas nesse modelo estão o estímulo à cultura de segurança, a identificação de riscos, a notificação de ocorrências e a busca por melhorias contínuas. Na prática, isso significa que a responsabilidade não fica restrita a um profissional ou setor: diferentes áreas do hospital precisam participar do processo.

Reconhecimento alcança outras operações da Rede Total Care

Além do Promater e do Monte Klinikum, outras unidades da Rede Total Care também receberam o Selo Segurança do Paciente 2026. De acordo com a rede, a instituição se tornou, nesta edição, a organização de saúde com o maior número absoluto de hospitais certificados.

O resultado foi apresentado como reflexo de um modelo assistencial baseado em indicadores, transparência e melhoria contínua. A certificação não se limita à existência de protocolos: também considera a forma como as informações são registradas, analisadas e convertidas em mudanças no atendimento.

Para Naiana Cunha, diretora executiva de Governança Clínica e Oftalmologia da Rede Total Care, a conquista é resultado de uma cultura construída ao longo do tempo.

“Receber esse reconhecimento demonstra a maturidade dos nossos processos, o engajamento das equipes e a capacidade de transformar informações em ações efetivas de melhoria. É muito importante também ampliarmos essa conquista para nossas operações de home care, resgate e oftalmologia, demonstrando que a cultura de segurança do paciente está presente em toda a Rede”, afirma.

Certificação envolve atendimento hospitalar e outras frentes

Ao mencionar as operações de home care, resgate e oftalmologia, a executiva destaca que a segurança do paciente precisa ser aplicada em diferentes ambientes de cuidado. No atendimento domiciliar, por exemplo, os processos ocorrem fora da estrutura física do hospital e dependem da integração entre profissionais, pacientes e familiares. Em serviços de resgate, a agilidade precisa caminhar junto com protocolos capazes de reduzir riscos durante o deslocamento e o atendimento inicial.

Na oftalmologia, assim como em outras áreas especializadas, a padronização de etapas, a conferência de informações e o acompanhamento dos resultados também fazem parte da prevenção de falhas. A extensão da cultura de segurança para esses serviços amplia o alcance das práticas avaliadas pela certificação.

Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care, afirmou que a quantidade de unidades certificadas representa a consolidação desse compromisso na organização.

“Ter o maior número de hospitais certificados pelo Selo Segurança do Paciente mostra que estamos conseguindo levar esse compromisso com uma atuação baseada em indicadores, transparência e melhoria contínua”, declarou.

Por que a segurança do paciente é importante

Hospitais lidam diariamente com situações complexas, como uso de medicamentos, realização de procedimentos, transferência de pacientes, interpretação de exames e comunicação entre equipes. Cada uma dessas etapas pode envolver riscos, especialmente quando informações importantes não são registradas ou compartilhadas de forma adequada.

Por isso, a notificação de incidentes é uma ferramenta de gestão. Ela permite identificar o que aconteceu, em que etapa ocorreu o problema e quais barreiras podem ser criadas para evitar a repetição. O foco da segurança do paciente é fortalecer os processos e promover aprendizado institucional, sem depender apenas da iniciativa individual dos profissionais.

No caso das unidades reconhecidas em Natal e Fortaleza, a repetição do selo — por quatro anos consecutivos no Promater e três no Monte Klinikum — indica a manutenção de práticas avaliadas ao longo de diferentes edições. A certificação, porém, representa uma fotografia dos processos analisados e não elimina a necessidade de revisão permanente das rotinas. Em saúde, a qualidade depende do acompanhamento contínuo dos indicadores e da capacidade de agir diante dos resultados.

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