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Saúde

Dermatologista explica como recuperar a pele após o inverno

Redação Saiu Agora
28 de setembro de 2026 às 19:40
Dermatologista explica como recuperar a pele após o inverno
Foto: Divulgação
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Depois de meses de temperaturas mais baixas, vento e banhos quentes, a pele pode terminar o inverno mais seca, opaca e sensível. O período de transição para dias mais quentes é apontado pela dermatologista Karla Assed (CRM-RJ 5259530-0/RQE 38200) como uma oportunidade para retomar os cuidados diários e, quando houver indicação médica, avaliar procedimentos voltados à regeneração e à melhora da qualidade cutânea.

O ressecamento ocorre porque o frio e a água em temperaturas elevadas podem prejudicar a barreira de proteção da pele. Essa barreira ajuda a manter a hidratação e a proteger o organismo contra agressões externas. Quando fica enfraquecida, é comum surgir sensação de repuxamento, aspereza e perda do viço. A aparência mais opaca, no entanto, não deve ser analisada apenas como uma questão estética: ela também pode indicar que a pele precisa de mais hidratação e de uma rotina de cuidados adequada.

Pele “glow” está ligada à saúde cutânea

A busca pela chamada pele glow — expressão usada para definir uma pele luminosa e de aparência saudável — também revela uma mudança no comportamento dos pacientes. Para a dermatologista, o conceito não se resume ao brilho criado por maquiagem ou produtos de efeito imediato.

“Quando falamos em ‘glow’, não estamos nos referindo apenas ao brilho proporcionado pela maquiagem, mas a uma pele naturalmente luminosa. Hoje, percebemos que os pacientes estão muito mais interessados em investir na prevenção e na manutenção da qualidade cutânea do que apenas em corrigir os sinais do envelhecimento. Essa é uma mudança de comportamento que valoriza a saúde da pele como um todo”, explica Karla Assed.

Na prática, isso significa que a atenção se volta para a qualidade geral da pele: hidratação, textura, firmeza, uniformidade e capacidade de se recuperar das agressões do ambiente. O objetivo não é apenas disfarçar sinais momentâneos, mas manter uma rotina que contribua para a preservação da pele ao longo do tempo.

Procedimentos para estimular colágeno precisam de avaliação

Segundo a especialista, o fim do inverno pode ser um momento adequado para discutir procedimentos que estimulam a regeneração da pele. Entre as alternativas estão os bioestimuladores, tratamentos que procuram favorecer a produção de colágeno e melhorar a qualidade cutânea.

O Sculptra é citado como um desses recursos. Trata-se de um bioestimulador de colágeno injetável. De acordo com as informações apresentadas pela dermatologista, o produto tem ação regenerativa e atua em diferentes componentes relacionados à estrutura da pele. A proposta inclui:

  • estimular a produção de colágeno;
  • favorecer a produção de elastina;
  • contribuir para o aumento da espessura da derme;
  • atuar na regeneração da matriz extracelular.

A derme é uma das camadas internas da pele e participa de sua sustentação, enquanto a matriz extracelular é a estrutura que dá suporte às células e ajuda a regular suas funções. Por isso, tratamentos que atuam nessas estruturas são apresentados como opções voltadas não somente ao efeito superficial, mas à qualidade da pele.

A indicação, porém, depende de avaliação individual. A necessidade de um procedimento, o tipo de tratamento, a quantidade de sessões e os cuidados antes e depois devem ser definidos por profissional habilitado. Produtos injetáveis não devem ser aplicados em ambientes sem estrutura adequada ou por pessoas sem formação e autorização para realizar o procedimento.

Skincare ajuda a manter os resultados no dia a dia

Os cuidados feitos em consultório não substituem a rotina doméstica. A dermatologista reforça que a manutenção diária é importante para preservar a hidratação, fortalecer a barreira cutânea e prolongar os resultados obtidos com procedimentos.

Uma rotina básica de cuidados deve considerar quatro etapas principais:

  • limpeza: remove sujeira, oleosidade, resíduos de produtos e poluentes acumulados ao longo do dia;
  • hidratação: ajuda a reduzir o ressecamento e a melhorar a sensação de conforto da pele;
  • proteção solar: diminui a exposição aos efeitos da radiação ultravioleta, inclusive em períodos de menor sensação de calor;
  • dermocosméticos adequados: podem auxiliar no fortalecimento da barreira cutânea, desde que escolhidos de acordo com as necessidades de cada pessoa.

“Os procedimentos potencializam a qualidade da pele, mas é o dia a dia que ajuda a manter esses resultados ao longo do tempo. Uma boa rotina de skincare, associada ao uso de ativos indicados para cada necessidade, contribui para preservar a hidratação, ajudar no processo de regeneração da pele e manter esse aspecto luminoso que tantos pacientes buscam”, afirma Karla Assed.

Produtos regenerativos devem ser escolhidos com orientação

Entre as opções de cuidados fora do consultório está a linha de skincare regenerativo da Alastin. A marca é apresentada como uma alternativa com produtos formulados a partir da chamada Tecnologia TriHex, descrita como uma combinação de peptídeos.

Peptídeos são componentes utilizados em formulações cosméticas e dermocosméticas com diferentes objetivos, que podem incluir suporte à aparência da pele e à sua recuperação. Ainda assim, a escolha de um produto deve levar em conta o tipo de pele, a presença de sensibilidade, o histórico de alergias e outros tratamentos em andamento. Nem todo produto é adequado para todas as pessoas.

Cuidados importantes após o período frio

Para quem percebeu piora no ressecamento ou na sensibilidade durante o inverno, a recomendação é evitar mudanças radicais e observar a resposta da pele. A rotina pode ser ajustada de forma gradual, com produtos indicados por dermatologista quando houver dúvidas, irritação persistente ou sinais de inflamação.

Também é importante não confundir aparência luminosa com excesso de oleosidade. O chamado efeito glow está relacionado a uma pele hidratada, uniforme e bem cuidada, e não necessariamente ao brilho provocado pelo acúmulo de sebo. A avaliação profissional ajuda a diferenciar ressecamento, sensibilidade, oleosidade e outras condições dermatológicas.

Assim, a recuperação da pele após o inverno combina medidas simples e consistentes com possíveis tratamentos realizados em consultório. Limpeza adequada, hidratação, proteção solar e produtos compatíveis com cada necessidade formam a base dos cuidados. Procedimentos como bioestimuladores podem ser considerados em situações específicas, mas devem fazer parte de um plano definido por dermatologista.

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