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Região

Alfenas lidera registros de sarna humana no Sul de Minas, com 332 casos

Alfenas aparece com 332 registros de escabiose, a chamada sarna humana, no levantamento que reúne municípios do Sul de Minas.

Redação Saiu Agora
06 de novembro de 2026 às 09:00
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Alfenas concentra o maior número de registros de escabiose, conhecida popularmente como sarna humana, entre os municípios do Sul de Minas citados em um levantamento regional. A cidade aparece com 332 casos confirmados, enquanto o conjunto de municípios relacionados soma pelo menos 460 registros informados.

Os dados foram divulgados em um levantamento regional e chamam a atenção pela diferença entre Alfenas e as demais cidades. Andradas, que aparece na segunda posição, tem 47 casos. Paraguaçu ocupa o terceiro lugar, com 34 registros. A relação também inclui municípios de diferentes pontos do Sul de Minas, o que mostra que a doença está sendo acompanhada localmente em várias cidades.

Casos de escabiose por município no Sul de Minas

Entre os municípios com números informados, os cinco maiores registros são:

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  • Alfenas: 332 casos;
  • Andradas: 47 casos;
  • Paraguaçu: 34 casos;
  • Campos Gerais: 14 casos;
  • Poços de Caldas: 9 casos.

Também foram citados Machado, com sete casos; Luminárias, com sete; São Lourenço, com cinco; Caldas, com três; e Lavras, com dois registros. Para Turvolândia, o número não foi informado no levantamento. A soma dos valores individualmente divulgados chega a 460 casos, embora o levantamento faça referência a mais de 460 confirmações na região.

O que é a sarna humana e como ocorre a transmissão

A escabiose é uma doença de pele provocada por um ácaro microscópico. O parasita se instala na camada superficial da pele e pode causar coceira intensa, principalmente durante a noite, além de pequenas lesões ou marcas avermelhadas.

A transmissão ocorre, principalmente, por meio de contato direto e prolongado com uma pessoa infectada. Por isso, a doença pode se espalhar com mais facilidade entre pessoas que vivem na mesma casa ou permanecem em contato próximo por períodos prolongados. O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama também deve ser tratado com atenção durante o acompanhamento de um caso, conforme a orientação dos serviços de saúde.

Embora geralmente não seja considerada uma doença grave, a escabiose precisa de diagnóstico e tratamento adequados. A avaliação profissional é importante porque outras doenças de pele podem apresentar sintomas semelhantes. Além disso, o tratamento incorreto pode manter a coceira e favorecer a continuidade da transmissão.

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Quais cuidados a população deve tomar

Quem apresentar coceira persistente, especialmente à noite, ou lesões na pele deve procurar uma unidade de saúde do município. O atendimento permite confirmar a causa dos sintomas e indicar a conduta adequada. Não é recomendável iniciar medicamentos por conta própria.

  • Procure uma unidade de saúde diante de coceira intensa ou lesões que não desaparecem;
  • Informe aos profissionais de saúde se outras pessoas da casa apresentam sintomas;
  • Siga corretamente o tratamento prescrito;
  • Lave roupas, toalhas e roupas de cama conforme a orientação recebida;
  • Evite o contato físico prolongado até receber as orientações necessárias.

Por que os números não formam um balanço estadual

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) esclarece que a escabiose não faz parte da lista de doenças de notificação compulsória individual. Essa lista reúne enfermidades cuja comunicação às autoridades de saúde é obrigatória, seguindo regras específicas de acompanhamento epidemiológico.

Como a sarna humana não está incluída nessa relação, não existe um banco estadual consolidado com o total de pessoas infectadas em Minas Gerais. O registro e o acompanhamento dos casos são feitos pelas secretarias municipais de Saúde, que podem adotar rotinas próprias de atendimento e consolidação das informações.

Na prática, isso significa que os números divulgados para o Sul de Minas devem ser interpretados como um retrato do levantamento realizado, e não como um balanço oficial completo de todos os casos existentes na região. Pessoas que não procuraram atendimento, registros ainda não consolidados ou diferenças na forma de coleta podem fazer com que o número real seja diferente.

Alfenas concentra a maior parte dos registros informados

Mesmo com essa ressalva metodológica, a diferença apresentada no levantamento é expressiva: os 332 casos atribuídos a Alfenas representam a maior parcela dos registros individualmente divulgados. Andradas, segunda colocada, aparece com 47 casos, enquanto Paraguaçu tem 34.

O cenário reforça a importância de que cada município mantenha o acompanhamento dos atendimentos, oriente as famílias e identifique possíveis cadeias de transmissão. Para a população, a recomendação central é buscar diagnóstico em caso de sintomas e seguir as orientações da rede municipal de saúde.

Os números citados nesta reportagem correspondem ao levantamento regional divulgado e não representam uma consolidação oficial da SES-MG.

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