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Polícia

Dois homens são presos com duas Fiat Strada adulteradas em Alfenas

Dois homens foram presos em Alfenas, no Sul de Minas, após a Polícia Militar encontrar duas Fiat Strada com sinais identificadores adulterados. A proprietária da caminhonete cinza confirmou que o veículo havia sido…

Redação Saiu Agora
23 de outubro de 2026 às 21:00
Dois homens são presos com duas Fiat Strada adulteradas em Alfenas
Foto: Divulgação
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Dois homens foram presos em flagrante na noite de sexta-feira (23/10), em Alfenas, no Sul de Minas Gerais, durante uma abordagem da Polícia Militar a duas caminhonetes Fiat Strada com suspeita de adulteração nos sinais identificadores. Uma das caminhonetes, de cor cinza, foi reconhecida pela proprietária legítima como um veículo clonado.

A ocorrência foi registrada por volta das 21h10, na rodovia MG-369, na região do bairro Vista Grande. A ação começou depois que a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) recebeu informações sobre uma Fiat Strada cinza que estaria circulando pela cidade com identificação possivelmente falsa.

Abordagem ocorreu após denúncia sobre possível veículo clonado

Com os dados repassados, equipes do GEPMOR (Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida) e do Tático Móvel Alpha realizaram diligências na região. Durante o trabalho, os militares localizaram e abordaram duas caminhonetes Fiat Strada: uma cinza e outra branca.

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A fiscalização não se limitou à conferência visual dos veículos. Os policiais fizeram verificações nos elementos usados para individualizar cada automóvel e encontraram sinais de adulteração nas duas caminhonetes. Entre esses elementos estão, por exemplo:

  • numeração do chassi;
  • identificação do motor;
  • placas;
  • outros sinais oficiais de identificação do veículo.

Essas marcações são importantes porque permitem relacionar o automóvel a seus registros oficiais, ao proprietário e à origem legal. Quando apresentam sinais de alteração, supressão ou substituição, torna-se necessário verificar se o veículo foi roubado, furtado, clonado ou submetido a alguma forma de fraude documental e estrutural.

Proprietária confirmou clonagem da caminhonete cinza

Um dos principais elementos reunidos durante a ocorrência foi a confirmação feita pela proprietária legítima da Fiat Strada cinza. Segundo as informações apuradas, ela reconheceu que o veículo abordado utilizava indevidamente a identidade de sua caminhonete, reforçando a hipótese de clonagem.

Na clonagem, um veículo passa a circular utilizando placas ou outros dados que pertencem a outro automóvel, geralmente regularizado e registrado em nome de um proprietário que pode nem saber da fraude. Na prática, a vítima pode começar a receber multas, cobranças ou notificações relacionadas a locais onde nunca esteve. Também pode ser chamada a prestar esclarecimentos caso o veículo clonado seja identificado em alguma ocorrência.

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Por isso, a confirmação da proprietária é relevante para a investigação. Ela ajuda os responsáveis a comparar as características do veículo original com as apresentadas pela caminhonete abordada, além de permitir a conferência dos registros oficiais e das circunstâncias em que os automóveis estavam sendo utilizados.

Suspeitos foram levados para a Polícia Civil

Os dois condutores foram presos em flagrante, em tese, pelo crime previsto no artigo 311 do Código Penal, que trata da adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A expressão “em tese” indica que, nesta fase, há suspeita e elementos iniciais reunidos pelos policiais, mas a responsabilização definitiva depende do andamento da investigação e da análise da Justiça.

As duas caminhonetes e os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. Caberá à Polícia Civil dar continuidade aos procedimentos, realizar as perícias necessárias e aprofundar a apuração sobre a origem dos veículos e a forma como as identificações foram modificadas.

O que ainda será investigado

  • como e quando os sinais identificadores das caminhonetes foram adulterados;
  • qual é a procedência dos dois veículos;
  • se existe relação entre as duas Fiat Strada;
  • se outras pessoas participaram da possível clonagem ou da circulação dos automóveis;
  • se há registros anteriores relacionados aos veículos.

A prisão ocorreu no momento da abordagem, mas não encerra o caso. A perícia poderá comparar chassi, motor, placas e demais marcações com os bancos de dados oficiais. Esse procedimento é necessário para identificar o veículo original, descobrir eventuais registros de furto ou roubo e esclarecer se os condutores tinham conhecimento das adulterações.

Por que a adulteração de veículos preocupa

A adulteração de sinais identificadores dificulta o trabalho de fiscalização e pode ser usada para ocultar a origem de veículos obtidos ilegalmente. Ao circular com informações falsas, o automóvel pode escapar de sistemas de consulta e ser associado indevidamente a uma pessoa que possui um veículo regular.

Para quem compra um carro usado, a existência de adulterações também representa risco financeiro e jurídico. Mesmo que o comprador não tenha participado da fraude, um veículo com identificação irregular pode ser apreendido até que sua procedência seja esclarecida. A conferência deve ser feita antes da compra, com consulta aos documentos, aos registros oficiais e, quando necessário, com avaliação especializada.

No caso de Alfenas, a atuação começou a partir de informações sobre uma caminhonete específica, mas levou à localização de dois veículos com sinais identificadores adulterados. A investigação agora deverá esclarecer se a ocorrência envolve apenas os dois automóveis encontrados na MG-369 ou se faz parte de uma rede maior de clonagem e circulação de veículos com identidade falsa.

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