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Polícia

Operação no Complexo da Maré deixa três mortos e apreende 20 armas, diz PM do Rio

Redação Saiu Agora
28 de setembro de 2026 às 20:17
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Três pessoas morreram durante uma operação policial realizada nesta segunda-feira (28) nas comunidades do Timbau e da Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. O balanço foi divulgado no início da tarde pela Secretaria de Estado de Polícia Militar. Segundo o órgão, os mortos eram considerados suspeitos.

A ação mobilizou cerca de 200 policiais militares e teve como alvo integrantes de uma facção criminosa que atua no conjunto de favelas. A operação começou nas primeiras horas da manhã e contou com equipes de unidades especializadas, apoio aéreo e veículos blindados. A presença policial provocou impactos também em vias expressas próximas à Maré, uma das áreas mais movimentadas da cidade.

Armas, drogas e veículos foram apreendidos

De acordo com a Polícia Militar, os agentes apreenderam 12 fuzis, oito pistolas, granadas, munições e carregadores. Também foram recuperados seis veículos e apreendidos 83 quilos de drogas. O material recolhido será utilizado nas investigações para identificar a origem das armas, a eventual ligação dos suspeitos com grupos criminosos e a participação deles em outros crimes.

O número de fuzis apreendidos chama atenção pelo alto poder de fogo desse tipo de armamento. Fuzis são armas de uso restrito e, em geral, possuem maior alcance e capacidade de disparo do que pistolas. A apreensão de granadas e de grande quantidade de munição também indica, segundo a avaliação operacional da corporação, a existência de uma estrutura armada no território.

Presos ficaram feridos durante a ação

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que 12 suspeitos foram presos. Desses, 11 ficaram feridos e foram levados para atendimento no Hospital Federal de Bonsucesso. A secretaria não detalhou, no balanço divulgado, as circunstâncias em que ocorreram os ferimentos.

Um policial militar também foi ferido no braço. Dois adolescentes feridos foram encaminhados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Um deles recebeu alta, enquanto o outro permanecia internado até a divulgação das informações.

Em operações com feridos e mortos, a apuração das circunstâncias é essencial para esclarecer a dinâmica dos confrontos, verificar a conduta dos envolvidos e preservar provas. O balanço inicial divulgado pela polícia identifica os mortos como suspeitos, mas a confirmação da responsabilidade criminal depende da investigação e do devido processo legal.

Quais unidades participaram da operação

A operação reuniu diferentes setores da Polícia Militar, cada um com funções específicas no planejamento e na execução da ação:

  • Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope): unidade especializada em ocorrências de maior risco;
  • Batalhão Tático de Motociclistas (BTM): empregado em deslocamentos rápidos e ações em áreas de difícil acesso;
  • Batalhão de Polícia de Choque (BPChq): responsável por operações que exigem treinamento e equipamentos específicos;
  • Batalhão de Ações com Cães (BAC): utilizado em buscas por armas, drogas e outros materiais;
  • Grupamento Aeromóvel (GAM): responsável pelo apoio aéreo às equipes em terra.

Além das unidades especializadas, foram utilizados sete veículos blindados. Esse tipo de equipamento é empregado pela polícia para transportar agentes e dar proteção durante incursões em regiões onde há risco de ataques com armas de fogo.

Vias expressas tiveram bloqueios e ações de retaliação

Durante a operação, criminosos ligados à facção que atua na Maré realizaram ações na Linha Vermelha e na Rodovia Washington Luiz. As duas vias são importantes corredores de circulação no Rio de Janeiro e ficam fora do núcleo das comunidades onde a operação foi concentrada.

Segundo a Polícia Militar, os atos teriam sido uma “retaliação” à apreensão das armas e às prisões. A corporação também afirmou que as ações poderiam ter o objetivo de desviar a atenção das equipes mobilizadas no Complexo da Maré.

Equipes do 15º Batalhão de Polícia Militar (Duque de Caxias) e do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) foram deslocadas para liberar as pistas. Em nota, a secretaria informou: “Em uma rápida mobilização, policiais militares atuaram nos locais e liberaram as vias, empregando equipes do 15º BPM (Duque de Caxias) e do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE). O policiamento permanece reforçado na região”.

Bloqueios ou interrupções na Linha Vermelha e na Rodovia Washington Luiz podem afetar diretamente o deslocamento entre a zona norte, a Baixada Fluminense e outras áreas da Região Metropolitana do Rio. Por isso, ocorrências nesses corredores costumam exigir resposta rápida para reduzir os riscos à população e evitar a paralisação do trânsito.

Policiamento permanece reforçado na região

A operação faz parte de uma ação de segurança pública voltada ao combate ao tráfico de drogas, à circulação de armas e à atuação de grupos criminosos no Complexo da Maré. A presença de unidades especializadas, apoio aéreo e blindados demonstra o nível de mobilização adotado pela Polícia Militar para entrar nas comunidades.

Até o balanço divulgado, a secretaria não havia informado novas prisões além das 12 registradas, nem apresentado detalhes sobre a identificação dos três mortos. Também não foram divulgadas informações sobre eventuais danos a imóveis, suspensão de serviços públicos ou interrupções prolongadas nas atividades da comunidade. O policiamento, segundo a corporação, continuava reforçado na região após a liberação das vias.

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