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Polícia

Fachin dá cinco dias para PGR se manifestar sobre casos do INSS e Master

Redação Saiu Agora
25 de setembro de 2026 às 23:02
Fachin dá cinco dias para PGR se manifestar sobre casos do INSS e Master
Foto: Divulgação
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre medidas urgentes relacionadas às investigações do chamado caso Master e às apurações sobre descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A manifestação da PGR deverá abordar, entre outros pontos, pedidos de soltura apresentados por investigados. Estão entre os nomes citados o empresário Fabiano Zettel, apontado como amigo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de Felipe Vorcaro e Henrique Vorcaro, respectivamente primo e pai de Vorcaro.

STF assume análise de medidas urgentes

Os processos eram relatados originalmente pelo ministro André Mendonça, mas foram encaminhados à Presidência do Supremo em meio a uma crise interna na Corte. O conflito se intensificou depois que Mendonça retirou o sigilo de supostas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Com a transferência dos casos, Fachin passou a conduzir a análise dos pedidos considerados urgentes. A solicitação à PGR é uma etapa do procedimento judicial antes de uma eventual decisão sobre a situação dos investigados. O órgão atua como fiscal da lei e também pode se posicionar em processos que envolvem interesse público e apurações criminais em tramitação no Supremo.

O que está em análise no caso Master

O chamado caso Master reúne investigações que alcançam pessoas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As informações disponíveis indicam que, neste momento, a discussão no STF inclui pedidos de liberdade apresentados por alguns dos investigados. A decisão sobre esses requerimentos ainda depende da manifestação da Procuradoria-Geral da República e da avaliação do ministro responsável pelo processo.

O prazo de cinco dias fixado por Fachin não significa que haverá uma decisão automática ao fim desse período. Depois do posicionamento da PGR, o Supremo deverá examinar os argumentos apresentados e os documentos que integram cada pedido. A Corte poderá acolher ou rejeitar as solicitações, total ou parcialmente, conforme o entendimento jurídico adotado no caso.

Investigações também envolvem descontos em benefícios do INSS

As apurações encaminhadas à Presidência do STF também tratam de descontos ilegais em benefícios do INSS. O instituto é responsável pela concessão e pelo pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários. Descontos feitos sem autorização reduzem diretamente o valor recebido por aposentados e pensionistas e podem comprometer a renda de famílias que dependem desses pagamentos.

Em situações desse tipo, a apuração costuma buscar identificar como os descontos foram realizados, quem autorizou as cobranças e quais pessoas ou entidades se beneficiaram dos valores. A definição de responsabilidades depende da coleta de provas e das decisões judiciais no curso da investigação. Até o momento, os nomes citados nos pedidos de soltura são tratados como investigados, e não como condenados.

  • Prazo determinado: a PGR tem cinco dias para apresentar manifestação ao STF.
  • Pedidos de liberdade: entre os requerentes estão Fabiano Zettel, Felipe Vorcaro e Henrique Vorcaro.
  • Temas dos processos: o caso Master e os descontos ilegais em benefícios do INSS.
  • Relatoria atual: os casos foram encaminhados à Presidência do Supremo, sob condução de Edson Fachin.

Crise interna no Supremo interfere no andamento dos processos

André Mendonça, relator original das ações, também é alvo de um pedido de investigação apresentado por Alexandre de Moraes. A medida ampliou o conflito institucional que já envolvia a retirada do sigilo das supostas conversas entre Moraes e Vorcaro.

O pedido de investigação contra Moraes estava previsto para ser analisado pelo Supremo na quarta-feira (23), mas a votação foi adiada. A sessão foi suspensa durante o julgamento que decidiria sobre a abertura de investigação contra o ministro. Não há, até agora, prazo definido para a retomada desse julgamento.

A suspensão deixa em aberto uma questão que se soma às medidas urgentes dos casos Master e INSS. Enquanto o STF não define a data de continuidade da análise, Fachin determinou que a PGR se manifeste sobre os pedidos relacionados aos investigados e sobre os demais requerimentos urgentes que chegaram à Corte.

Próximos passos

O próximo movimento formal será a entrega do parecer da PGR dentro do prazo estabelecido. A partir daí, o presidente do STF deverá avaliar as manifestações e decidir sobre os pedidos de soltura e outras medidas urgentes. A tramitação não encerra as investigações, que podem continuar com novas diligências, apresentação de documentos e análise de provas.

O andamento dos processos também permanece condicionado às decisões internas do Supremo sobre a relatoria e sobre o pedido de investigação envolvendo os ministros. Como não há data para a retomada desse julgamento, o cenário ainda pode sofrer alterações conforme as deliberações da Corte.

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