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Cidade

Temporal deixa quatro desaparecidos e mais de 600 desalojados no Rio Grande do Sul

Redação Saiu Agora
21 de setembro de 2026 às 18:52
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Um temporal com chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo deixou quatro pessoas desaparecidas no Rio Grande do Sul, além de quatro desabrigadas e outras 624 desalojadas. O balanço foi divulgado pela Defesa Civil estadual após a ocorrência de problemas em 64 municípios durante a madrugada.

Os quatro desaparecidos são de Caxias do Sul, na Serra gaúcha. Três deles estavam em um veículo arrastado pela enxurrada. Um homem foi resgatado, mas um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 anos e uma mulher de 43 anos continuam sendo procurados pelas equipes de emergência.

Em outra ocorrência registrada na mesma cidade, um homem que fazia a limpeza de uma galeria foi arrastado pela força da água no bairro De Lazzer. As informações divulgadas pela Defesa Civil não detalham se ele está entre as pessoas contabilizadas como desaparecidas.

Chuva acumulada e ventos acima de 120 km/h

O temporal provocou impactos diferentes conforme a região. Segundo a Defesa Civil, 49 dos 64 municípios afetados enfrentaram principalmente problemas causados pelos ventos. Em Hulha Negra, no Sul do estado, as rajadas chegaram a 126,7 km/h.

Em Caxias do Sul, o volume de chuva acumulado em apenas um dia chegou a 159,4 milímetros. A concentração de água em pouco tempo aumenta o risco de enxurradas, alagamentos, deslizamentos e transbordamento de cursos d’água, principalmente em áreas urbanas com galerias e córregos sobrecarregados.

O vento também causou destelhamentos e derrubou árvores em Pelotas. Famílias precisaram deixar suas casas e foram classificadas como desalojadas — situação em que a pessoa sai temporariamente da residência, mas consegue abrigo na casa de parentes ou conhecidos. Já os desabrigados dependem de acolhimento oferecido pelo poder público ou por estruturas de assistência.

Centenas de casas foram destelhadas

Em Nova Santa Rita, a prefeitura informou que aproximadamente 400 casas foram destelhadas. Por causa dos danos e das condições meteorológicas, a administração municipal suspendeu as aulas em diversas escolas da cidade. A medida busca reduzir a circulação de estudantes e funcionários durante o período de instabilidade e também permitir a avaliação da segurança dos prédios.

Em Igrejinha, mais de 100 casas ficaram destelhadas. O Rio Paranhana atingiu a cota de 3,5 metros e entrou em estágio de atenção, nível que antecede a situação de alerta. A elevação do rio exige acompanhamento porque novos volumes de chuva podem provocar alagamentos em áreas próximas às margens.

Risco de alagamentos e novas enxurradas

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil estadual informou que as chuvas registradas nas 12 horas anteriores provocaram a elevação de arroios e rios na região hidrográfica do rio Guaíba. Com a possibilidade de continuidade das precipitações, permanecem os riscos de:

  • alagamentos em áreas urbanas;
  • enxurradas e correntes rápidas de água;
  • extravasamento de rios e arroios;
  • queda de árvores e postes;
  • destelhamentos provocados por rajadas intensas.

A previsão indica que a chuva intensa e volumosa em curto período continuaria atingindo, ao longo da tarde, as regiões Norte, Vales e Serra do Rio Grande do Sul. Os acumulados poderiam variar entre 50 e 80 milímetros em 12 horas, além do volume já registrado durante a madrugada. Por isso, a Defesa Civil emitiu alerta para essas áreas.

Nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste, havia previsão de tempestades com queda de granizo e rajadas intensas, que poderiam superar 90 km/h. O alerta também abrangia a possibilidade de novos transtornos até a quarta-feira, conforme o período indicado pela Defesa Civil.

Orientação durante a tempestade

A recomendação para moradores de áreas afetadas é evitar atravessar ruas alagadas, pontes, arroios e trechos cobertos pela água. Mesmo quando a lâmina parece baixa, a correnteza pode esconder buracos, carregar veículos e derrubar pessoas. Também é importante permanecer longe de árvores, estruturas metálicas, placas e postes durante as rajadas e procurar abrigo seguro em caso de raios.

Em situações de emergência, a orientação é acionar os serviços públicos responsáveis e acompanhar os comunicados oficiais da Defesa Civil. Moradores que precisarem deixar suas casas devem levar documentos, medicamentos de uso contínuo, água e carregadores de celular, sempre que houver tempo e segurança para isso.

O episódio reforça a necessidade de atenção em municípios que ainda enfrentam efeitos de chuvas anteriores. Quando o solo já está saturado e rios e arroios apresentam elevação, novos volumes de precipitação podem gerar ocorrências mesmo em locais que não registraram problemas no início do temporal.

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