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Solução de IA da AI/R Compass UOL chega ao AWS Marketplace para acelerar modernização de mainframes

Redação Saiu Agora
28 de setembro de 2026 às 22:32
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A AI/R Compass UOL, subsidiária da AI/R, anunciou em São Paulo a disponibilidade do AI/Cockpit Smart Engineering no AWS Marketplace. A solução combina a plataforma de inteligência artificial da empresa com o AWS Transform para ajudar organizações a entender, documentar e modernizar sistemas legados, incluindo aplicações baseadas em mainframe.

O objetivo é acelerar programas de saída de mainframe, processo pelo qual empresas transferem sistemas antigos e críticos para arquiteturas mais modernas, geralmente hospedadas em serviços de computação em nuvem. Bancos, seguradoras e grandes companhias ainda dependem desses ambientes para manter operações essenciais, como processamento de transações, contratos, pagamentos e registros de clientes.

Apesar da confiabilidade, os mainframes enfrentam um desafio crescente: a redução no número de profissionais especializados em tecnologias antigas. Linguagens como COBOL, VisualAge, Assembly e RPG continuam presentes em muitos sistemas corporativos, mas são menos ensinadas e têm uma comunidade de especialistas menor do que a de linguagens modernas.

Como funciona a solução de inteligência artificial

O AI/Cockpit Smart Engineering foi desenvolvido para atuar em diferentes etapas da modernização. O AI/Cockpit realiza a descoberta do sistema legado, ajuda a documentar suas regras de negócio e divide a aplicação em partes que podem ser reconstruídas ou transformadas. O AWS Transform, por sua vez, apoia a transformação do código.

A integração entre as duas tecnologias ocorre por meio do Composability, programa da AWS que permite a parceiros conectarem suas próprias soluções a serviços da empresa. Com isso, a oferta passa a ser encontrada no AWS Marketplace, ambiente usado por empresas para contratar e administrar softwares e serviços que funcionam dentro do ecossistema da AWS.

Um dos pontos destacados pela empresa é a capacidade de lidar também com linguagens que não são atendidas nativamente pelo AWS Transform, como VisualAge, Assembly e RPG. Na prática, isso amplia o alcance da modernização para ambientes heterogêneos, nos quais diferentes tecnologias foram acumuladas ao longo de décadas.

Projetos já somam cerca de 15 milhões de linhas de código

Segundo a AI/R, os resultados da abordagem já aparecem em projetos de setores distintos. Em uma empresa de seguros, a solução está modernizando aproximadamente 3 milhões de linhas de código em COBOL e VisualAge. A conclusão é prevista para cerca de seis meses, ante os 18 meses estimados no plano original.

Nas etapas de descoberta, documentação do legado e reconstrução do backlog — a lista organizada de tarefas e necessidades do sistema —, o trabalho foi 61% mais rápido do que em abordagens tradicionais. Os fluxos entregues até o momento registram 100% de equivalência funcional esperada, conforme a empresa, com validação por testes automatizados e por especialistas de negócio.

Considerando outros projetos conduzidos com a plataforma, o volume alcança aproximadamente 15 milhões de linhas de código legado. Entre os casos mencionados estão:

  • Modernização de 1,9 milhão de linhas de COBOL e JCL para Go em uma das maiores empresas brasileiras do setor financeiro.
  • Redução de 80% no esforço de desenvolvimento nesse projeto financeiro.
  • Migração de aplicações baseadas em .NET Framework para uma arquitetura moderna em uma empresa global de bens de consumo.
  • Unificação de 15 sites regionais de pedidos no projeto de bens de consumo.
  • Aumento de 42% na velocidade de navegação para as equipes que utilizam os sites de pedidos.

Os números apresentados indicam que a proposta não se limita à conversão automática de código. A modernização de um sistema legado exige compreender as regras de negócio incorporadas às aplicações, muitas vezes não registradas em documentos atualizados. É justamente essa etapa de entendimento que pode determinar se uma migração preservará ou não as funções necessárias para a operação da empresa.

Por que a saída de mainframe exige cuidado

Retirar uma aplicação de um mainframe não significa apenas trocar uma linguagem antiga por outra mais recente. Sistemas desse tipo costumam estar conectados a bancos de dados, rotinas de processamento, controles de segurança e aplicações de diferentes áreas. Uma mudança mal planejada pode interromper serviços ou alterar resultados de processos importantes.

Por isso, a preservação da equivalência funcional é um dos principais critérios de uma modernização. Testes automatizados ajudam a comparar o comportamento do sistema antigo com o novo, enquanto os especialistas de negócio verificam se as regras continuam sendo aplicadas corretamente. Esse cuidado é especialmente relevante em setores regulados, como o financeiro e o de seguros.

“O mainframe ainda sustenta operações críticas em bancos, seguradoras e grandes empresas, mas o número de profissionais que dominam essas tecnologias diminui a cada ano. É um risco que as empresas já não podem ignorar. Com a IA, conseguimos entender o legado por inteiro e modernizar com segurança. Estar no AWS Marketplace torna esse caminho ainda mais simples para quem já opera com a AWS”, afirmou Gil Torquato, CEO e chairman da AI/R.

A entrada no AWS Marketplace pode facilitar a adoção por companhias que já usam a infraestrutura da AWS, ao reunir a solução de modernização no mesmo ambiente de contratação e operação. Ainda assim, cada projeto depende da análise do sistema existente, da validação das regras de negócio e do planejamento da transição para evitar impactos nas atividades da empresa.

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