A queda na confiança dos empresários da construção civil deve tornar mais cuidadoso o planejamento do uso de guindastes, caminhões munck e empilhadeiras em obras, pátios industriais e operações de transporte. O cenário aparece em levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e é acompanhado, na prática, por empresas que atuam tanto na locação de equipamentos quanto no atendimento emergencial a veículos em rodovias.
Confiança da construção recua pelo 21º mês seguido
A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela CNI com 313 empresas entre os dias 1º e 11 de setembro de 2026, mostrou nova piora no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção. O indicador caiu 1,7 ponto, passando de 47,2 para 45,5 pontos.
O resultado representa o 21º mês consecutivo de falta de confiança entre os empresários do setor. O ICEI é um indicador que busca medir a percepção das empresas sobre as condições atuais da economia e as expectativas para os próximos meses. Na prática, níveis mais baixos tendem a levar as companhias a adiar decisões, controlar despesas e avaliar com mais rigor investimentos e contratos.
Esse comportamento afeta também a contratação de serviços ligados à movimentação de cargas. Em uma obra, o uso de um guindaste pode ser necessário apenas em determinadas etapas, como a instalação de estruturas, o posicionamento de peças de concreto ou o apoio à construção de pontes. Para empresas que não precisam manter uma máquina desse porte de forma permanente, a locação pode ser analisada como alternativa à compra e à manutenção de uma frota própria.
Empresa de Itabuna atua com locação e atendimento emergencial
Com base fixa em Itabuna, na Bahia, a Guerreiros Guinchos informa que trabalha com a locação de guindastes, caminhões munck e empilhadeiras. A empresa também presta serviço de remoção de veículos leves e pesados e afirma manter operação de guincho 24 horas, todos os dias, com plantão para chamados de emergência e atendimento em todo o território nacional.
Segundo as informações divulgadas pela empresa, a operação é dividida em duas frentes principais:
- locação de equipamentos para movimentação de cargas em pátios, obras e outras operações industriais;
- socorro e remoção de veículos em rodovias, incluindo veículos leves e pesados.
A empresa afirma que os equipamentos deixam o pátio revisados e que as equipes são preparadas para operações de carga pesada. Os registros apresentados incluem içamento de estruturas de concreto, apoio a obras de pontes, transporte de carga e operações de içamento em tandem, quando dois guindastes trabalham em conjunto para movimentar uma mesma carga.
O que fazem os equipamentos
O guindaste é utilizado principalmente para elevar e posicionar cargas que não podem ser movimentadas com segurança por meios convencionais. Já o caminhão munck combina um veículo de transporte com um braço hidráulico articulado, recurso usado para carregar, descarregar e instalar materiais em diferentes pontos da obra. As empilhadeiras, por sua vez, são voltadas para a movimentação de cargas paletizadas ou armazenadas em pátios, galpões e áreas de apoio.
A escolha entre esses equipamentos depende de fatores como peso e dimensão da carga, distância do deslocamento, espaço disponível, tempo de uso, condições do terreno e necessidade de transporte. Em operações de içamento, também são relevantes o isolamento da área, a comunicação entre os trabalhadores, a estabilidade do solo e o cumprimento dos procedimentos de segurança.
Planejamento ganha peso em um cenário de custos controlados
Para Emerson, CEO da Guerreiros Guinchos, a redução da confiança na construção indica que as empresas devem avaliar com mais cuidado como terão acesso aos equipamentos pesados. "Quando a confiança do setor cai, as construtoras passam a olhar com mais atenção para cada custo da obra, e a movimentação de carga é um deles. Nesse momento, a decisão sobre como ter acesso a guindastes, munck ou empilhadeiras passa a depender do tamanho da obra, do tempo de uso e da estrutura que a empresa já tem. O que não muda é a exigência de segurança, porque uma operação de içamento mal planejada gera atraso e risco para toda a equipe."
A avaliação resume um dilema comum em períodos de menor confiança: reduzir despesas sem comprometer a execução. A contratação de uma empresa especializada pode permitir o uso de máquinas apenas pelo período necessário, mas não elimina a necessidade de planejamento técnico. Antes da operação, é preciso definir a carga, o equipamento adequado, o local de posicionamento e as condições para realizar o serviço.
Também é importante que contratantes confirmem previamente o escopo do atendimento, a disponibilidade do equipamento, a qualificação da equipe e os procedimentos de segurança. Os dados divulgados sobre a empresa não informam valores de locação, prazos padronizados de atendimento ou condições específicas para cada tipo de operação. Esses aspectos dependem da distância, do equipamento solicitado, do peso da carga e da complexidade do serviço.
Atendimento em rodovias inclui a região de Cuiabá
Além do suporte a obras, a empresa oferece atendimento para motoristas e transportadoras que enfrentam panes, acidentes ou necessidade de remoção em rodovias. Para quem circula pelo Centro-Oeste, o serviço de guincho 24 horas em Cuiabá é apresentado como uma opção de apoio em situações emergenciais.
Em casos de pane ou acidente, a orientação prática é sinalizar o local, manter os ocupantes em área segura sempre que possível e acionar o serviço de remoção. Para transportadoras, o planejamento também envolve manter contatos de atendimento disponíveis, informar corretamente o tipo de veículo e indicar a localização exata da ocorrência. Essas informações ajudam a definir se será necessário um guincho convencional, um equipamento para veículos pesados ou uma operação de maior capacidade.
Com a confiança do setor da construção abaixo de 50 pontos e em sequência prolongada de resultados negativos, a tendência é que decisões sobre máquinas, mão de obra e serviços terceirizados sejam submetidas a avaliações mais detalhadas. Ainda assim, em atividades de içamento e transporte de cargas, a economia não pode substituir a análise técnica: falhas de planejamento podem causar danos materiais, interrupções na obra e riscos aos trabalhadores e ao público.