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Empregados da Caixa rejeitam proposta e mantêm greve nacional

Redação Saiu Agora
21 de setembro de 2026 às 23:31
Empregados da Caixa rejeitam proposta e mantêm greve nacional
Foto: Divulgação
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Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro, depois de rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada na tarde desta segunda-feira (21), e os próximos passos do movimento deverão ser anunciados pelo comando de greve.

Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição. A mobilização envolve trabalhadores de diferentes regiões do país e continua sem uma nova data definida para encerramento.

Por que os empregados da Caixa continuam em greve

A paralisação começou depois que os trabalhadores recusaram a proposta de renovação do ACT, instrumento que estabelece direitos, regras e condições específicas de trabalho negociadas entre a empresa e seus empregados. As discussões sobre o acordo específico vêm ocorrendo desde junho, mas não houve consenso em pontos considerados centrais pela categoria.

Entre as principais divergências está o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados da instituição. O modelo de custeio do plano é um dos temas mais sensíveis da negociação porque define como as despesas serão divididas entre o banco e os trabalhadores. Para os empregados, qualquer alteração nessa estrutura pode afetar o valor pago pelos usuários e a sustentabilidade do atendimento oferecido pelo programa.

O que previa a proposta rejeitada

A proposta recusada na assembleia previa ampliar, a partir de 2027, o teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa. O limite passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento da instituição.

Na prática, esse percentual representa o teto da participação financeira do banco nas despesas do plano, calculado com base na folha de pagamento. A mudança não encerra, por si só, a discussão sobre o custo total da assistência médica, mas altera o limite de contribuição patronal previsto na negociação. O tema é tratado pelos empregados como uma das principais pautas de reivindicação.

  • A proposta foi apresentada pela Caixa durante as negociações do ACT;
  • o novo teto de participação no Saúde Caixa começaria a valer em 2027;
  • o percentual máximo de custeio do banco passaria de 6,5% para 9% da folha;
  • a proposta foi submetida à avaliação dos trabalhadores em assembleia virtual;
  • a decisão foi pela continuidade da greve nacional.

Impactos da paralisação para clientes e serviços bancários

A greve pode afetar o atendimento presencial em agências e o funcionamento de serviços que dependem diretamente da atuação dos empregados. O impacto varia conforme a adesão em cada localidade e conforme o tipo de operação procurada pelo cliente.

Serviços digitais, como aplicativos e canais eletrônicos, podem continuar disponíveis, mas não substituem todas as atividades realizadas nas agências. Operações que exigem atendimento presencial, análise de documentos, orientação individualizada ou atuação de empregados podem sofrer atrasos durante a paralisação.

Entre os serviços que podem ser afetados estão atendimentos relacionados a contas, benefícios, financiamentos, habitação e programas operados pela Caixa, conforme o nível de adesão em cada unidade. Clientes que precisarem ir a uma agência devem verificar previamente os canais oficiais do banco e buscar alternativas digitais quando a operação permitir.

Negociação ainda deve definir próximos passos

A rejeição da proposta não significa o encerramento das negociações. O comando de greve deverá comunicar em breve quais serão as próximas ações da categoria, que podem envolver a manutenção da paralisação e novas rodadas de negociação com a Caixa.

A decisão também mantém em aberto a discussão sobre outros itens do acordo específico, além do Saúde Caixa. Os empregados reivindicam avanços nas cláusulas negociadas desde junho, mas as fontes não detalham quais pontos tiveram maior resistência ou quais seriam as condições para uma eventual retomada do atendimento.

Enquanto a greve continuar, a situação deve ser acompanhada por comunicados dos sindicatos, da Comissão Executiva dos Empregados e da própria Caixa. Para os trabalhadores, o objetivo é pressionar por mudanças na proposta do ACT. Para os clientes, a principal consequência é a possibilidade de alteração no atendimento presencial, especialmente nas unidades com maior adesão ao movimento.

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